INCOBRA - Increasing International Science, Technology and Innovation Cooperation between Brazil and the European Union

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Workshop promovido pelo INCOBRA debateu novos arranjos de financiamento à pesquisa

7º Press Release

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  • Posted on: May 10, 2018
  • Brazil

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Com o objetivo de aprofundar discussões e interações entre as agências brasileiras e europeias, o consorcio Increasing International Science, Technology and Innovation Cooperation between Brazil and the European Union (INCOBRA), realizou entre os dias 26 e 27 de março, na FAPESP, em São Paulo, o segundo Scoping Workshop.

De acordo com João Arthur Reis, trainee de Gestão em Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), o evento foi de extrema importância para a construção dos laços entre instituições brasileiras e europeias na área de CT&I. “A maneira que o evento foi estruturado facilitou e direcionou o diálogo entre as instituições participantes, tornando possível identificar pontos de interesse comum entre as diferentes agências na busca de oportunidades de cooperação”. Ele acrescentou ainda que o momento foi essencial para construir pontes com os Joint Programming Initiatives (JPIs) presentes: “Tanto com as que já tinham alguma forma de parceria com a Fapema quanto algumas novas, com quem ainda não tínhamos contato”.

Para o gerente da JPI Urban Europe, Johannes Riegler, a segunda oficina de escopo proporcionou ao consórcio uma grande oportunidade de entrar em contato com agências de financiamento nacionais e regionais brasileiras. “Os formatos escolhidos permitiram construir novos contatos e continuar as discussões que começaram na primeira oficina de escopo do INCOBRA em 2017, em Bruxelas, ao mesmo tempo em que deram espaço suficiente para aprendermos e compreendermos o funcionamento dos mecanismos de financiamento, lógicas, instrumentos e oportunidades de colaboração. Nas reuniões bilaterais que foram organizadas em um estilo ‘speed dating’, pudemos identificar vínculos e atividades opcionais para cooperação foram identificadas”, complementou Riegler.

Financiado pelo programa Horizonte 2020 da União Europeia (EU), o consórcio visa identificar os principais obstáculos e propor soluções que facilitem a cooperação em ciência, tecnologia e inovação entre o Brasil e a União Europeia, assim como facilitar a constituição de oportunidades conjuntas e/ou coordenadas de chamadas que visem a  colaboração em pesquisa, desenvolvimento e inovação entre o Brasil e a União Europeia em diversas áreas temáticas onde há mútuo interesse.

Durante o encontro, as JPIs se reuniram com representantes de agências de fomento brasileiras para avaliar questões relacionadas ao financiamento conjunto de projetos de ciência, tecnologia e inovação entre o Brasil e a União Europeia e a possibilidade da criação de futuras chamadas colaborativas. “Já temos, por exemplo, aderência a um edital em cooperação com a JPI Water, e o diálogo com a representante de lá foi extremamente importante para identificarmos mais oportunidades futuras, como editais, eventos e iniciativas que nos interessam. Com a JPI Urban Europe, por outro lado, tivemos nosso primeiro contato durante o evento, e já identificamos uma área comum de interesse, que é a pesquisa sobre cidades de pequeno e médio porte e seu papel no desenvolvimento regional”, declarou João Reis.

Para Johannes o Brasil é de longe o maior país em termos de população e superfície com uma grande porcentagem das pessoas vivendo nas cidades (cerca de 90% em comparação a cerca de 70% na Europa). “O fortalecimento de vínculos e a possível cooperação com agências de fomento e outros atores brasileiros é um passo importante para alcançar a nossa visão de se tornar ‘A plataforma para criar, combinar, discutir e disponibilizar conhecimento e evidências sólidas para soluções urbanas sustentáveis’”.

Segundo Reis, a União Europeia é um dos principais parceiros de cooperação internacional da Fundação, além de outras iniciativas que tem em conjunto com alguns países europeus individualmente, como a França. “Para os pesquisadores maranhenses esses projetos são de grande valia, isso porque frequentemente são projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação que envolvem uma escala temporal e financeira muito grande. Ao envolver diversas agências de fomento à pesquisa, nacionais e internacionais, o volume de recursos dedicados aos projetos são multiplicados, e os esforços são somados”.

João Reis disse ainda que tais cooperações elevam a qualidade das pesquisas desenvolvidas no Maranhão, aumentam o impacto das publicações e incentivam a criação de laços mais profundos com pesquisadores de instituições europeias e também com pesquisadores brasileiros de outros estados. “Além do mais, são projetos com elevado impacto social, que geram resultados significativos de longo prazo em áreas diversas do conhecimento”.

O Scoping Workshop, organizado pelo INCOBRA foi o pontapé inicial em direção a uma colaboração futura. “As capacidades de networking dos parceiros organizadores do INCOBRA e os formatos interativos usados ​​na Workshop permitiram-nos construir uma ponte para a futura colaboração entre o Brasil e a JPI Urban Europe”, concluiu Riegler.

Participaram das discussões, representantes de cinco JIPs do consórcio: Europa Urbana; Desafios das Mudanças Mundiais; Dieta e Vida Saudáveis; Mais Anos, Vidas Melhores; e Água e Oceano. Entre as representantes brasileiras, estiverem presentes as fundações de amparo à pesquisa como: FAPEMIG, FAP-DF, FAPEMA, FAPESC, FAPES, FACEP, CNPq e o CPqD. Ao todo, participam do consórcio sete instituições brasileiras e sete europeias.

Agência ABIPTI de Comunicação

 

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